A terça-feira (11) terminou de uma maneira que eu definitivamente não esperava.
À tarde estive em Palotina. Foi lá que soube que o jornalista Vanildo Cardoso, de 55 anos, estava internado em Cascavel para tratamento urológico e que seu estado de saúde inspirava preocupação. Ele tinha um rim só e o segundo estava debilitado enquanto aguardava na fila de transplante.
Cheguei, inclusive, a compartilhar a informação com alguns colegas da imprensa.
Poucas horas depois, já no início da noite, veio a notícia: Vanildo havia falecido.
Entre saber que um amigo e antigo companheiro de redação enfrentava um problema de saúde e receber a notícia de sua morte, praticamente não houve tempo para assimilar o que estava acontecendo.
Dos tempos de O Presente
Conheci Vanildo também do outro lado da notícia, dentro de uma redação.
Trabalhamos juntos no jornal O Presente, em Marechal Cândido Rondon, por volta dos anos 2000. E algumas características dele ficaram marcadas na memória de quem teve a oportunidade de dividir o trabalho naquele período.
Vanildo tinha um raro talento para as letras e para a fotografia.
Era daqueles profissionais que conseguiam contar uma história tanto pelo texto quanto pela imagem. Algo que parece simples quando se vê o trabalho pronto, mas que exige sensibilidade, percepção e domínio do ofício.
Depois, nossos caminhos profissionais seguiram rumos diferentes, como acontece tantas vezes em muitas profissões.
Uma vida dedicada à comunicação
Natural de Ubiratã, onde nasceu em 27 de outubro de 1970, Vanildo construiu uma carreira ligada à comunicação no Oeste do Paraná.
Nos últimos anos, teve atuação destacada na imprensa de Palotina, município onde também trabalhou como assessor de imprensa em administrações municipais.
Por onde passou, deixou textos, fotografias, registros, histórias e amigos.
Ficam as lembranças
Vanildo deixa a esposa, Elaine Cunha, e os filhos Maria Eduarda e Luiz Henrique.
A eles, aos familiares, amigos e colegas de profissão, ficam meus sentimentos.
Para mim, fica também a lembrança daquele companheiro dos tempos de O Presente e a estranha sensação provocada pela rapidez dos acontecimentos desta terça-feira.
À tarde, em Palotina, falávamos preocupados sobre o estado de saúde do Vanildo.
No começo da noite, já falávamos dele no passado.
Vai cedo um colega de profissão. Ficam seus textos, suas fotografias e as lembranças de quem teve a oportunidade de dividir com ele uma redação.
