O Podemos perdeu terreno no Paraná. Depois de anunciar apoio à candidatura do senador Sergio Moro (PL) ao governo do Estado, o partido viu 10 dos 14 prefeitos eleitos em 2024 darem as costas à legenda. Restaram quatro prefeituras paranaenses sob a bandeira do partido que um dia se chamou PTN.
Em Quatro Pontes, o prefeito César “Canela” Seidel confirmou a este colunista que está entre os dez que saem. É uma questão de fidelidade ao grupo do govenador Ratinho Júnior (PSD). Mas, ele ainda não sabe pra onde vai partidariamente.
“Tenho vereadores no Podemos também e eles não podem sair né. Então mais pra frente vamos avaliar isso juntos.”
A explicação tem lógica, pois os vereadores só podem trocar de sigla na sua respectiva janela partidária, sob risco de perderem o mandato por infidelidade partidária. E a janela só abre em março de 2028. Até lá eles devem ficar quietinhos no partido.
São três os vereadores do Podemos em Quatro Pontes: Policial Willian Vidal, Cidinei Joner (Sassá) e Jean Steltter (Kinho), este último inclusive é o presidente da Câmara Municipal. Pelo discurso do prefeito, eles devem decidir em conjunto futuramente qual será o destino do grupo.
Mesmo assim, a saída de 10 prefeitos parece não abalar os planos do Podemos no Estado. A presidente estadual da legenda, Lu Bonatto, mantém a aposta que o partido elegerá quatro deputados estaduais e três federais em outubro.
Candidato da casa
Em Marechal Cândido Rondon, o Podemos terá um candidato a deputado estadual. O vereador João Eduardo dos Santos, o Juca, vai se lançar na disputa. Advogado, Juca é servidor de carreira da Prefeitura de Quatro Pontes, na função de procurador do município, o que teoricamente lhe garantiria uma base de relações na vizinhança.
O problema é que seu chefe imediato, o prefeito Canela, não vai apoiar o seu projeto. O prefeito e seu grupo tem compromisso com a reeleição do deputado estadual Hussein Bakri (PSD), que vem garantindo importantes verbas ao município, entre elas o projeto do Lago Municipal, considerada como a maior obras da história do município, que exigirá um investimento de R$ 8,2 milhões, numa parceria entre a Prefeitura e o Estado.
