O Partido Liberal (PL) confirmou neste sábado (1º), em convenção realizada no Espaço Torres, em Curitiba, a candidatura do senador Sergio Moro ao Governo do Paraná. Conforme apurou o portal RIC Mais, a mesma convenção homologou o deputado federal e presidente estadual do PL, Filipe Barros, como candidato ao Senado, e reservou a vaga de vice-governador a Edson Vasconcelos, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).
A escolha de Vasconcelos chama atenção pelo contraste com o modelo adotado pelo principal adversário na corrida: enquanto o PSD de Sandro Alex fechou a chapa com o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, um dos nomes mais experientes da política paranaense, Moro optou por um representante do empresariado, sem mandato eletivo, numa tentativa de agregar discurso de gestão a uma candidatura construída sobre o capital político da Lava Jato.
A convenção também apresentou a chapa de mulheres do partido, o PL Mulher, encabeçada pela deputada Rosângela Moro, esposa do senador — movimento que a legenda apresenta como esforço para ampliar a presença feminina do PL em todo o Paraná. Também prestigiou o evento o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo), hoje pré-candidato ao Senado na chapa de Moro, sinal de que o partido ainda negocia como preencher as duas vagas paranaenses no Senado sem melindrar aliados — já que Filipe Barros também disputa o cargo.
Em publicação nas redes sociais, Moro definiu a candidatura como o início de “um novo ciclo de transformação”, com foco declarado em segurança pública e no combate à corrupção, o mesmo mote que vem repetindo desde que trocou o União Brasil pelo PL a convite de Flávio Bolsonaro. Resta saber se a aposta em um nome do empresariado para a vice, em vez de um político mais afeito ao jogo do Legislativo estadual, ajuda ou dificulta a Moro costurar a base parlamentar de que vai precisar na Assembleia caso vença em outubro.
