A vereadora Tania Aparecida Maion pode estar prestes a enfrentar novamente o Conselho de Ética da Câmara de Marechal Cândido Rondon. Desta vez, o caso envolve uma fiscalização realizada na Rodoviária Municipal Germano Bosenbecker e uma servidora pública que teria passado mal após a abordagem.

O assunto veio à tona na sessão de segunda-feira (27), durante as comunicações parlamentares, quando o vereador Carlinhos Silva comentou o caso sem citar nomes.

Segundo ele, durante uma fiscalização na Rodoviária, uma servidora passou mal e precisou ser levada para atendimento médico em Toledo, onde teria permanecido internada por três dias.

“Quando o vereador fizer a parte da sua fiscalização, vá com carinho, vá com respeito aos servidores públicos. Lá tem seres humanos também, são pessoas, mães de família”, disse Carlinhos, em plenário.

Blog apurou o caso

A fala chamou a atenção e o Blog do Jadir foi apurar a que episódio o vereador se referia.

Segundo informações levantadas pelo blog, o caso envolveria a vereadora Tania Maion. Durante uma fiscalização na estação rodoviária, ela teria pressionado uma funcionária pública que trabalhava no local. A servidora não teria suportado a situação, passou mal, desmaiou e precisou ser socorrida.

Ainda conforme a apuração, a funcionária foi encaminhada para atendimento médico e permaneceu hospitalizada por três dias em hospital na cidade de Toledo.

Pedido por imagens

O caso já chegou oficialmente à Câmara. Um requerimento protocolado pelos vereadores Marciel Evandro Escher e Luis Carlos da Silva, o Carlinhos, solicita ao Executivo cópia das imagens capturadas pelas câmeras internas e externas da Rodoviária Municipal.

O pedido se refere ao período entre 7h e 12h do dia 15 de abril de 2026. No próprio documento, os vereadores afirmam que a solicitação busca verificar “eventual ocorrência ou excesso praticado por autoridade contra servidor público em seu efetivo exercício de trabalho”.

O requerimento é direcionado ao prefeito Adriano Backes e pede que a Secretaria Municipal de Mobilidade forneça as imagens dentro do prazo legal.

Reincidência pesa

O caso ganha peso político porque Tania Maion já enfrentou situação semelhante há cerca de um ano, quando se envolveu em uma polêmica visita à Casa Lar.

Na ocasião, a vereadora foi acusada de entrar na instituição sem autorização, contrariar normas internas e realizar filmagens em um espaço voltado à proteção de crianças e adolescentes.

O episódio levou Tania ao Conselho de Ética, que resultou na suspensão de seu mandato por 30 dias. Posteriormente, ela conseguiu reverter a punição na Justiça, mas por erros no processo administrativo conduzido pela Câmara. O mérito da acusação não chegou a ser analisado judicialmente.

Fiscalizar ou constranger?

A fiscalização é uma das principais funções do vereador. Mas o novo episódio reacende uma discussão delicada dentro da Câmara: onde termina o direito de fiscalizar e onde começa o constrangimento ao servidor público?

Se as imagens confirmarem excesso na abordagem, Tania poderá ser novamente alvo de representação no Conselho de Ética, agora na condição de reincidente em episódio envolvendo servidores durante atividade de fiscalização.

Por enquanto, o que existe oficialmente é o pedido das imagens. Mas, nos bastidores, o assunto já circula com força e pode abrir uma nova crise política envolvendo a vereadora.

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