Com o fim do domínio político de Elio Rusch e Ademir Bier, parece que a política de Marechal Cândido Rondon passa por uma metamorfose. O antigo PFL (hoje União Brasil) e o MDB velho de guerra dão sinais de que perderam o protagonismo político no município, dando lugar a novas forças partidárias. E a próxima eleição pode sacramentar isso.

Podem até dizer que não, mas é visível que o MDB rondonense está derretendo. E não é por causa do calor dos últimos dias. 

São fortes os rumores que até mesmo o próprio presidente do partido, o vereador João Eduardo dos Santos, o Juca, pode deixar a sigla na janela partidária. 

Não tem vontade

Consultei o vereador Juca se há alguma procedência nos rumores.

Ele disse que está filiado ao partido desde os 16 anos e não tem vontade de sair do MDB. Por outro lado, não descartou a possibilidade, desde que isso contribua para fortalecer a pré-candidatura a prefeito do colega vereador Arion Nasihgil. 

É óbvio que Juca também faz as contas para observar o seu próprio projeto de reeleição como vereador. Será que o MDB oferece as melhores condições? Ou em outro partido a reeleição seria mais tranquila?

Qual o caminho?

Mas, se Juca deixar o MDB, para onde iria?

São pelo menos três as possibilidades: Novo, Podemos ou PL.

O Novo e o Podemos são dois partidos com os quais ele tem uma ligação muito estreita, tanto em nível local, quanto com as principais lideranças no Estado. Juca tem relacionamento próximo com o ex-procurador Deltan Dallagnol, atualmente no Novo, e também com o deputado estadual Fábio Oliveira, do Podemos.

Mas, há quem acredite que Juca poderia ir ao PL. Mas ali ele não tem qualquer vínculo além do local. Por isso, eu apostaria que ele ingressaria no Podemos ou no Novo.

De coadjuvantes a protagonistas

Com o derretimento do MDB e o União Brasil possivelmente esvaziado na janela partidária, a próxima eleição promete uma grande transformação na composição política local. 

Partidos como PL e PP, que sempre figuram como coadjuvantes, podem assumir o protagonismo. 

Talvez foi percebendo isso que a ex-primeira-dama Maria Cleonice Froehlich repentinamente se apresentou como pré-candidata à majoritária. Para tentar salvar um pouco do protagonismo do MDB, agora não apenas velho de guerra, mas, também cansado da guerra.

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