O episódio que aconteceu nesta quarta-feira (23) em Davos, na Suíça, quando o presidente Jair Bolsonaro (PSL) decidiu cancelar uma entrevista coletiva 40 minutos antes dela acontecer escancara de vez a total falta de entrosamento que existe entre o presidente e a imprensa que costuma cobrir a agenda presidencial. As cadeiras no centro de imprensa, já preparadas para a entrevista do presidente e seus ministros, ficaram vazias (foto).

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Foram várias desculpas, mas de concreto mesmo é que Bolsonaro não tem gostado da abordagem que vem recebendo em função dos episódios envolvendo seu filho, o senador eleito Flávio Bolsonaro. Os jornalistas vêm fazendo perguntas e o presidente responde com silêncio. Somente à uma agência internacional, a Bloomberg, Bolsonaro disse que se o seu filho for culpado, ele pagaria por isso.

É incomum que um chefe de Estado ignore de tal forma a imprensa, mesmo que Bolsonaro tenha conseguido se eleger de uma forma inédita, usando basicamente as redes sociais. Mas, agora ele não é mais um candidato. Ele é o presidente da República e, como tal, não pode simplesmente ignorar os questionamentos.

É claro que pode e deve continuar usando as redes sociais. Mas, fugir como fugiu hoje, em Davos, repercute muito mal,  pois o evento em Davos é visto como uma vitrine mundial para investidores.

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