Causou estranheza ao Ministério Público Federal (MPF) o fato do ex-governador Beto Richa (PSDB), preso nesta sexta-feira (25) num desdobramento da Operação Lava Jato, ter sido levado para uma unidade da Polícia Militar. Beto foi levado para o Regimento da Polícia Montada Coronel Dulcídio (foto), e não para uma das unidades prisionais onde estão os demais presos vinculados à Justiça Federal.

Investigado pelo MPF por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, o tucano foi preso preventivamente (sem prazo determinado), pela Polícia Federal em sua casa. Na mesma ocasião também foi preso o contador da família Richa, Dirceu Pupo Ferreira. Este, por sua vez, foi levado para a Casa de Custódia de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba.

O MPF questionou ao juiz sobre o encaminhamento de Richa para uma unidade da Polícia Militar, pelo fato dele ter exercido poder hierárquico e disciplinar sobre os integrantes da PM. E também pelo fato do local não possuir os rigores de unidades prisionais quanto a controle de visitas e restrição de comunicação.

Mas, Paulo Sergio Ribeiro, o mesmo juiz federal que determinou a prisão de Richa, não interferiu na questão, alegando que não compete a ele deliberar sobre local de carceragem.

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