O Estadão deste domingo (12) publica uma matéria interessante, em que analisa a primeira Olimpíada sem a transmissão da Globo no Brasil. Realmente, foi um aprendizado interessante para a TV brasileira, habituada a ter as cartas sempre nos mesmos lugares.

A Globo lidou com a falta de imagens, a Record com a crítica dos telespectadores e os canais pagos tiveram que se reinventar, uma vez que dispunham de poucas credenciais para fazer a cobertura. 

A Globo teve que aprender a lidar com uma cobertura jornalística, não podendo ignorar um evento relevante como são as Olimpíadas, porém sendo obrigada a lidar com direitos de transmissão que não lhe pertenciam.

Já a Record experimentou um crescimento significativo na audiência e se apresentou a um público de outra faixa. Mas, como teve o bônus da transmissão, também levou o ônus, uma vez que muitas pessoas criticaram escolhas mal feitas nas suas transmissões.

Por outro lado, cresceu também a fatia das tvs por assinatura. Durante as 68 horas que a Record transmitiu ao vivo de Olimpíada, nos nove primeiros dias do evento, a soma dos canais do SporTV atraiu mais audiência que a rede aberta no universo masculino com mais de 12 anos, entre assinantes de TV paga.

Para 2016, quando a Olimpíada será no Rio de Janeiro, o público não precisa se preocupar. Terá mais opções, uma vez que Globo, Record e Bandeirantes estão confirmadas para a transmissão dos jogos no Brasil.

One Reply to “Olimpíadas sem a Globo: aprendizado”

  1. hehe… realmente sem a Globo transmitindo, a impressão de que não havia evento era notória… além de ter que engolir uns locutores com estilo muito fora do que estamos aconstumados, e alguns até davam sono…
    A Record também pecou quando ignorou esportes de grande repercussão nacional para transmitir qualquer outra coisa… Domingo por exemplo, mantiveram a porcaria do probrama de auditório, enquanto corria solta a final do Voleibol Masculino… que escolha torta, ehm… nada fácil!

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