Em despacho publicado na semana passada, o juiz criminal de Marechal Cândido Rondon, Clairton Mário Spinassi, negou recurso e manteve a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, que afastou o vereador Nilson Hachmann da função de vereador. Desta forma, pelo menos temporariamente, o suplente Valdecir Schons, o Paleta, continua ocupando a cadeira no Legislativo.

A defesa do vereador tentou, através de recurso, a revogação do afastamento depois que Nilson escapou do processo de cassação do mandato na Câmara de Vereadores. Contudo, o entendimento judicial vem sendo diferente do legislativo, destacando que não há elementos que indiquem a possibilidade de revogação das medidas cautelares estabelecidas pelo Tribunal de Justiça quando da revogação da prisão preventiva de Nilson Hachmann e dos demais envolvidos na operação Pula Pula desencadeada pelo Gaeco.

Além de rejeitar a revogação das medidas cautelares, que incluía o afastamento de Nilson da função de vereador, o juiz criminal também já marcou a audiência de instrução e julgamento para o dia 31 de janeiro de 2020. Na oportunidade deverão ser ouvidas as testemunhas e haverá o interrogatório dos denunciados.

Nilson Hachmann foi denunciado pelo Ministério Público, que o acusa de ser líder uma organização criminosa que, entre outros crimes, fraudava licitações para favorecer empresas do parlamentar registradas em nome de terceiros. Além deles, outros cinco envolvidos, entre eles um filho do vereador, também são réus na ação.

Nilson sempre negou as acusações e afirma que vai provar sua inocência. Como é uma decisão de primeira instância, a defesa deve entrar com recurso junto ao Tribunal de Justiça.

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