A tragédia que se repetiu em Minas Gerais, com o rompimento de mais uma barragem de rejeitos de minério levou a Itaipu a emitir uma nota para tranquilizar a população regional e turistas quanto a segurança da represa da usina que mais gera energia no planeta.

Segundo a Binacional, a cada quatro anos é realizada uma análise das estruturas da barragem por uma junta internacional de engenheiros. Além disso, há grandes diferenças entre barragens de hidrelétricas, como a de Itaipu, e de rejeitos, como a de Brumadinho.

Enquanto a barragem de rejeitos é uma estrutura de terra construída para armazenar resíduos de mineração, a barragem de Itaipu é feita de concreto, rochas e terra, portanto infinitamente mais sólida e resistente.

Mas, e se ocorresse um rompimento da Itaipu, o que aconteceria?

Uma matéria da revista Super Interessante, de julho do ano passado, se arrisca a projetar como seria tal catástrofe.

As águas represadas no lago de Itaipu despencariam 115 metros e formariam uma onda com dezenas de metros de altura no rio Paraná. Esta onda gigante atingiria as cidades de Foz do Iguaçu, no Brasil, e Ciudad del Este, no Paraguai. A ponte da Amizade ficaria submersa. E a onda ainda poderia entrar pelo rio Iguaçu, que desemboca no rio Paraná, e se chocar contra as Cataratas.

Alguns quilômetros depois, a inundação perderia força. Como nesse ponto o canal do rio Paraná é bastante profundo, a maior parte da água provavelmente seria absorvida pelo leito do rio.

Ao contrário do que se pensa, muito pouco do território argentino seria inundado. Isso por que, 400 km abaixo de Itaipu, na fronteira de Argentina e Paraguai, existe outra hidrelétrica, de Yaciretá. O lago desta represa já se encarregaria de absorver e conter a já diluída enchente.

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