Já vem de tempo que venho observando como os distritos de Marechal Cândido Rondon tem ficado estagnados no tempo. Obviamente não por culpa de quem habita as sedes distritais, mas pela falta de uma política de incentivos para o desenvolvimento das localidades. Como não ocorrem investimentos, não surgem oportunidades e, por consequência, cada vez mais as pessoas migram para a sede ou outras localidades, especialmente os mais jovens.

É possível fazer uma análise a partir dos quatro ex-distritos de Marechal Cândido Rondon que conquistaram sua emancipação no início dos anos 90, ou seja, há cerca de 20 anos. Quatro Pontes, Pato Bragado, Entre Rios do Oeste e Mercedes prosperaram andando com pernas próprias e hoje oferecem uma excelente infra-estrutura aos seus moradores, que encontram na própria localidade as oportunidades que precisam para uma vida de qualidade.

Na época das suas emancipação, eles não eram muito maiores do que Margarida, Porto Mendes, Iguiporã, Bom Jardim, Novo Três Passos, Novo Horizonte ou São Roque. Tinham sim uma representatividade política mais atuante o que lhes garantiu a emancipação.

Hoje, no entanto, o que se percebe é que, além da falta de representatividade política, os distritos remanescentes estão esquecidos pelo governo municipal. Poucos são os investimentos que contemplam estas localidades. Geralmente, a ação dos administradores e vereadores limita-se a comparecer a uma ou duas festas destas comunidades, pagar meia dúzia de cerveja e vasar logo depois do almoço, antes que venham as cobranças.

Ano que vem tem eleições. É importante que as lideranças das sedes distritais, despidas de paixões políticas, cobrem de todos os candidatos, tanto ao Executivo como para o Legislativo, um plano de ações específico para o seu distrito. Depois, é importante a união da comunidade para cobrar os compromissos dos eleitos.

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