Na sessão da Câmara Municipal de Marechal Cândido Rondon desta semana o presidente da Casa, vereador Ilário Hofstaetter, o Ila, foi obrigado a dar o voto de minerva na votação sobre o pedido de uma CPI para apurar os motivos que um caminhão da prefeitura, envolvido em acidente, estava transportando uma máquina particular. Como a votação dos demais vereadores terminou empatada em 4 a 4, coube ao presidente desempatar, votando contra a instalação. Mas, de onde provém o nome voto de “minerva”?

O termo se refere ao episódio da mitologia grega em que a deusa Palas Atená (Atena) (que corresponde à deusa romana Minerva) preside o julgamento de Orestes. Este, vingando a morte do pai, Agamemnon, havia matado sua mãe, Clitemnestra e o amante, Egisto, responsáveis pelo assassinato de Agamemnon, logo após este haver retornado da guerra de Tróia.

Segundo a tradição, aquele que cometesse um crime contra o próprio genos era punido com a morte pelas Erínias, seres demoníacos para as quais o matricídio era o mais grave e imperdoável de todos os crimes. Sabendo do castigo que o esperava, Orestes apelou para o deus Apolo, e este decidiu advogar em favor daquele, levando o julgamento para o Areópago. As Erínias foram as acusadoras e Atena presidiu o julgamento.

A votação, num júri formada por 12 (doze) cidadãos atenienses, terminou empatada. Atena, então, proferiu sua sentença decisiva, declarando Orestes inocente.

Fonte: Wikipédia

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