Em meio a anúncios robustos de obras e cifras milionárias para a região Oeste, como a ampliação de rodovias estratégicas, um detalhe político roubou a cena no evento oficial do Governo do Estado realizado ontem (09) em Santa Helena. E não estava no roteiro oficial.

O protagonista? O ex-deputado Elio Rusch.

E quem fez questão de colocá-lo sob os holofotes foi ninguém menos que o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Tudo começou de forma quase espontânea. Durante uma fala no evento, o nome de Elio foi citado. Bastou isso para Ratinho Jr. interromper o fluxo natural das coisas: virou-se, procurou o ex-deputado no meio da grande plateia presente com o olhar e, ao encontrá-lo, tratou de mudar o roteiro.

Chamou a assessoria. Providenciaram cadeira. Veio o protocolo. E lá foi Elio, conduzido à primeira fila junto com as autoridades.

Não era apenas um ajuste de assento. Era reposicionamento simbólico.

“Elinho”: mais que um apelido

No discurso, o governador foi além do gesto. Trouxe memória. Trouxe história.

Carinhosamente chamou Elio de “Elinho” e fez questão de explicar o porquê. Não era informalidade gratuita. Era um resgate dos tempos de Assembleia Legislativa, quando a política ainda se fazia muito mais no café e no conselho do que no roteiro de marketing.

Ratinho Jr. não economizou palavras e nem tempo.

Enquanto deputados atuais dividiam o espaço protocolar, foi sobre o ex-deputado que recaiu a narrativa mais afetiva no discurso do governador. Falou de aprendizado. Falou de início de carreira. Falou de gratidão.

E, convenhamos, gratidão na política não costuma ser artigo de prateleira cheia.

Reconhecimento público

O gesto, e principalmente a ênfase, não passou despercebido.

Em um ambiente repleto de lideranças atuais, o governador escolheu olhar para trás. Não por saudosismo, mas por reconhecimento. E reconhecimento público, na política, sempre carrega recado.

Valorizar quem ajudou a construir trajetórias no Oeste pode ser, ao mesmo tempo um gesto pessoal, uma sinalização institucional, e, por que não, um lembrete silencioso de que história também conta.

Obras ficam. Mas gestos… ecoam.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *