Ontem (02), o caminhão da prefeitura de Guaíra voltou a estacionar em frente ao BPFron, em Marechal Cândido Rondon. E, desta vez, não saiu vazio.
Não levou apenas mesas, cadeiras, arquivos e computadores. Levou junto um pedaço da história construída a duras penas para garantir que a sede do Batalhão de Fronteira fosse em Marechal. Levou anos de articulação política, de discursos inflamados sobre a importância estratégica da fronteira, de reuniões, promessas e anúncios.
É impossível não lembrar que o BPFron nasceu ainda no papel em 1998, pela iniciativa do então deputado Elio Rusch, ganhou forma oficial em 2012 e começou sua trajetória num prédio alugado, o antigo Salão Borgmann, tradicional salão de bailes da cidade.
De lá para cá, todas as outras companhias que surgiram depois, em Guaíra, Santo Antônio do Sudoeste e Umuarama conquistaram sedes próprias. Marechal seguiu esperando a sua.
A promessa é de transferência “temporária”. Mas, na política, e na vida, o que começa provisório costuma ganhar raízes.
O aluguel venceu. E a paciência também
O comandante, major Eldison Martins do Prado, explicou ao Blog que o contrato de locação do antigo Salão Borgmann venceu em dezembro. Houve prorrogação, mas agora, em março, não há mais margem.
Sem prédio, não há sede.
Entre o canteiro parado e o prédio novo
Enquanto Marechal espera a retomada das obras da nova estrutura, parada há meses por conta de suposta laje não detectada nas análises geológicas preliminares, Guaíra já dispõe de unidade novinha em folha. Ampla, moderna, bem estruiturada.
Entre o canteiro parado e o prédio pronto, a balança tende a pender para onde?
A 1ª Companhia depende da sede
Marechal não é apenas sede oficial do Batalhão. Também abriga a 1ª Companhia.
Mas há um detalhe técnico importante: a 1ª Companhia não possui sede administrativa própria. Ela depende integralmente da estrutura do Batalhão para tratar de pessoal, logística e burocracia.
Traduzindo: se a sede vai para Guaíra, a 1ª Companhia vai junto, ao menos administrativamente.
Operacionalmente, Marechal continua dentro da área de atuação que abrange 139 municípios na faixa de fronteira. Mas o coração burocrático passa a bater em Guaíra. E quem controla a caneta controla muita coisa.
As companhias e suas estruturas próprias
Enquanto em Marechal Cândido Rondon a sede do Batalhão funcionava num salão velho e alugado, aguardando a obra definitiva, as outras companhias, que vieram depois, foram estruturando suas casas.
1ª Companhia – Marechal: Foi implantada junto com o Batalhão em 2012 e funcionava também no salão alugada. Agora, na prática, também está em Guaíra.
2ª Companhia – Guaíra: Foi inaugurada originalmente em 24 de junho de 2014. Sua nova sede foi entregue em 7 de junho de 2024. Moderna, ampla e já preparada para atender às demandas administrativas e operacionais. É na prática hoje a nova sede do Batalhão.
3ª Companhia – Santo Antônio do Sudoeste: Também foi inaugurada em 2014, junto com as demais companhias do batalhão. Sua nova sede foi entregue em 3 de junho de 2020.
4ª Companhia – Umuarama: Foi implantada e teve sua nova sede inaugurada em 8 de maio de 2025.
Resumo da ópera: todas as companhias possuem sedes físicas próprias. A única que continuou dependente de estrutura provisória foi justamente a de Marechal, sede oficial do Batalhão e também da 1ª Companhia.
Política, influência e fronteira
Não dá para fingir que não há componente político.
Guaíra comemora estrutura nova. Marechal amarga obra parada.
Segurança pública na fronteira é tema estratégico, regional e sensível. Perder a centralidade administrativa pode significar perder influência institucional.
Se a nova sede em Marechal não sair do papel, o risco não é apenas logístico. É simbólico.
E depois, para trazer de volta, não basta chamar o caminhão outra vez. A não ser que Guaíra durma de toca, como dormiu Marechal.





Mais um laranja do Élio rusch vendeu de laje para contruir a sede do bpfron por isso votar deputado local e prejudica o povo eles só pensa no próprio bolso agora não atianda chorar . culpa de nós eleitores.