A política regional anda em ebulição. E, quando a água ferve, sempre sobra vapor para quem sabe ocupar espaço. Com os entraves judiciais enfrentados por César Mello (PP), que pode ser afastado do cargo, começa a corrida silenciosa pelos bastidores da Assembleia Legislativa do Paraná. No meio desse cenário regional, um nome ganha força para assumir uma cadeira: Anderson Bento Maria (Progressistas).
O cenário abre espaço
A segunda suplência do Progressitas está com Lucio de Marchi, ex-prefeito de Toledo e atual vice-prefeito do município. Para assumir, ele teria que renunciar ao cargo que ocupa atualmente, uma decisão politicamente complexa, dado o peso da gestão em Toledo.
Já Christiano Puppi (PP), ex-diretor da Secretaria do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas, surge como o próximo da fila, mas há quem aposte que ele poderia ser convencido a não assumir. Como diz o ditado popular, a política é, acima de tudo, a arte do convencimento. É aí que o roteiro começa a ganhar novos protagonistas.
De Maripá ao protagonismo regional
Anderson Bento Maria não é novato na lida pública. Ele traz na bagagem a experiência de ter sido prefeito de Maripá por oito anos, onde consolidou sua imagem como gestor. Conhece o cotidiano das prefeituras, o peso das decisões no gabinete e a importância de alinhar o discurso político com resultados práticos para a população.
Mais do que isso, Anderson é uma peça forte do Progressistas na região. Sua atuação como assessor dos deputados José Carlos Schiavinato e Dilceu Sperafico (Progressistas) lhe garantiu trânsito livre, contatos estratégicos e uma leitura precisa dos bastidores em Curitiba. Atualmente, Anderson exerce a função de Secretário de Planejamento de Marechal Cândido Rondon, o que o mantém mergulhado nos trâmites do Estado e nos projetos que movem a região.
Em política, conhecer o caminho é metade da caminhada.
Técnico, articulador e estratégico
Quem acompanha o dia a dia da administração pública sabe que Bento Maria pertence ao grupo dos gestores que priorizam o planejamento e o cumprimento de metas. A Secretaria de Planejamento é o coração da máquina pública, e ele demonstra domínio sobre convênios e projetos estruturantes necessários para transformar recursos em obras.
Essa experiência técnica é um diferencial para um mandato estadual. Deputados que dominam os atalhos burocráticos conseguem viabilizar demandas com mais agilidade. É claro que o crescimento incomoda e gera ciúmes nos corredores; a política é feita de aplausos, mas também de olhares atravessados. O fato, porém, é que Anderson Bento Maria construiu musculatura política para voos mais altos.
Um nome que une técnica e voto
Além do perfil técnico, ele carrega o capital político de um ex-prefeito testado nas urnas e que mantém diálogo constante com lideranças regionais. Não é uma figura improvisada no cenário.
Se a vacância da cadeira de fato se confirmar e as articulações partidárias se alinharem, Anderson pode surgir como a solução natural. Ele já conhece Curitiba, sabe exatamente em quais portas deve bater e, o mais importante, fala a língua do interior. No fim das contas, a política também é oportunidade. E a oportunidade, quando encontra preparo, vira destino.
