Quem ouviu, ouviu. Quem não ouviu, que leia.
A solenidade era de posse, mas o discurso foi de alerta. Ao usar a tribuna na 1ª Sessão Solene de 2026, na segunda-feira (26), o presidente da Câmara, Valdir Sachser, fez bem mais do que saudar autoridades e dar boas-vindas ao novo colega Fábio Fockink. Ele aproveitou o plenário cheio, a presença do prefeito Adriano Backes e o clima institucional para soltar um recado político com endereço certo.
Valdirzinho percorreu a cartilha do protocolo. Cumprimentos, agradecimentos, reconhecimento à Polícia Militar, à imprensa e às lideranças presentes. Tudo dentro do script. Mas o tom mudou quando o discurso saiu do cerimonial e entrou no terreno da política. Ali, a fala ganhou intenção.
Ano eleitoral não combina com amadorismo
Valdirzinho lembrou, com a tranquilidade de quem já viu muita eleição passar, que 2026 é ano de eleição geral. Daquelas que mexem com tudo: deputados estaduais, federais, dois senadores, governador e presidente da República. Tradução livre: vai ter tensão, vai ter disputa e vai ter muita conversa atravessada.
E foi justamente aí que veio o alerta mais político do discurso.
Ao pedir que se use “o caminho do meio”, Valdirzinho não estava filosofando. Estava avisando. Extremismos não ajudam a governar, não ajudam a legislar e, muito menos, ajudam a cidade.
É o tipo de frase que parece genérica, mas que ganha peso quando dita por quem está no quinto mandato, conhece os bastidores e sabe exatamente como o clima político costuma esquentar quando a urna entra em cena.
O apelo à moderação não foi retórico. Foi um chamado à responsabilidade institucional num período em que discursos inflamados rendem curtidas, mas não entregam soluções.
Prefeito no plenário, recado no ar
O prefeito na plateia não foi detalhe. Ao reconhecer a parceria institucional e cobrar harmonia, Valdirzinho reforçou que o Legislativo quer protagonismo e não confronto gratuito. Quer diálogo, sem abrir mão do papel fiscalizador.
Quando Valdirzinho pede paz, projetos e foco na maioria da população, ele não fala para fora. Fala para dentro. Para os vereadores, para o Executivo e para quem pretende transformar o plenário em palanque antecipado. A mensagem é clara: campanha não pode atropelar o interesse coletivo.
Em bom português: cada um pode até escolher seu candidato em 2026, mas a cidade não pode parar por causa disso.
No fim das contas…
O discurso foi cerimonial? Foi. Mas o recado político passou limpo:
2026 exige maturidade, diálogo e menos bravata.

Valdirzinho tem meu respeito nós conhecemos da adolescência tem meu respeito mas numa cidade de extrema direita onde a opinião do contrário ou debate Sempre gera críticas tenho vergonha de dizer que sou rondonense pois vivo aqui há 59 anos vi essa cidade crescer poderia ser maior se não fosse o preconceito e o rascimo impregnado uma cida que não tem um hospital descente para atender seu cidadão políticos que sempre só preocuparam com seu estátus,e uma vergonha me sinto envergonhado de dizer que as minhas origens são germânicas quando vejo tanta discriminação ainda na micro região
EXTREMA DIREITA? QUE CONVERSAR FIADA É ESSA? ACHO QUE VC ESTÁ ASSISTINDO A GLOBOLIXO DEMAIS EM? A CIDADE É DE DIREITA SIM E DAI? OS ENCOMODADOS QUE SE RETIREM.
Pelo jeito, parece que o Valdirzinho precisa repetir mais vezes o discurso — para possibilitar reflexão.