O prefeito Adriano Backes parece que está disposto a literalmente fazer uma “faxina de Natal” na cidade. Começou exonerando dois assessores do círculo íntimo do poder e depois avançou com o trator sobre a história da cidade: o prédio da antiga prefeitura, a primeira sede do executivo rondonense, foi literalmente levado abaixo.
A memória administrativa da cidade virou um monte de entulho. A estrutura erguida pela Maripá na década de 1950, que serviu como o coração administrativo do município de 1960 até 1979, sucumbiu à força das máquinas. Onde antes havia a história da emancipação política, celebrada em 25 de julho, agora resta apenas um vazio.

Parabéns, Juca. O Backes executou seu projeto
Este crime contra o patrimônio não foi cometido sozinho. O dedo no gatilho foi apertado em 2021, quando a Câmara de Vereadores aprovou o destombamento do imóvel. O autor da matéria? O vereador João Eduardo dos Santos (Juca).
Na época, Juca argumentou que a lei de tombamento datada de 1985 era “inócua” e “ineficiente”. Parabéns, vereador. Sua lei foi eficiente o suficiente para garantir que o trator tivesse caminho livre quatro anos depois.
A execução coube à caneta e às máquinas do prefeito Adriano Backes. Ao invés de buscar alternativas, a gestão optou pelo caminho mais fácil e preguiçoso: a demolição. É a política do “se dá trabalho, derruba”.

O exemplo que vem de fora
Enquanto Marechal Cândido Rondon trata sua história como entulho, outros municípios brasileiros enriquecem preservando o que têm. Pesquisas rápidas mostram o abismo de mentalidade entre nossos gestores e os de cidades com visão de futuro.
Em Antônio Prado (RS), por exemplo, a preservação de 47 edificações de madeira construídas por imigrantes transformou a cidade em um polo turístico nacional, atraindo visitantes de Brasília e Santa Catarina todos os dias. Lá, o patrimônio é visto como ativo econômico; aqui, como estorvo.
Poderíamos citar também o trabalho minucioso de restauro em pontes de madeira históricas em Santa Catarina, como em Jaraguá do Sul, onde o patrimônio é tratado com critérios técnicos rigorosos.

O vazio de ideias
Reconhecemos: o prédio, como estava, não oferecia condições de uso. Isso não é culpa desta gestão, mas de gestores passados que assistiram à degradação de braços cruzados. Mas a solução para a doença não é matar o paciente.
O mais grave é que o prédio foi ao chão sem que a administração apresentasse um único projeto decente para o local. Derrubaram a nossa primeira prefeitura para quê? Para criar mais um terreno baldio no coração da cidade? Cadê o “Memorial Histórico” que foi prometido como “prêmio de consolação” pelos vereadores que votaram pelo destombamento em 2021?
As autoridades, ao invés de buscar recursos em órgãos como o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) ou projetos de incentivo à cultura para preservar nossas memórias, preferiram o barulho do motor diesel e o silêncio dos escombros.
Marechal Cândido Rondon perdeu hoje um pedaço de sua identidade. E um povo que aceita que sua história vire serragem, infelizmente, não tem muito o que esperar do futuro.

KKKKK DEMOROU PARA O BLOGUEIRO MORTADELA VIR FALAR MERDA! VAI VC FAÇA ALGUMA COISA ÚTIL PRA CIDADE MORTADELA! AQUELE LIXO SÓ ESTAVA ATRAPALHANDO AQUELE LOCAL! BOA PREFEITO MESMO NÃO TENDO VOTADO EM VC.