Quase inacreditável

Essa demora um pouco até a gente processar bem a informação, porque é quase inacreditável. Mas, foi isso mesmo que aconteceu ontem em Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná: a Câmara Municipal aprovou a redução dos salários do prefeito, do vice-prefeito e dos próprios vereadores.

Incrível, né?!

Pois é. Mas, originalmente não era esta a intenção. Eles queriam mesmo é aumentar os salários e chegaram a aprovar isso em primeira discussão na terça-feira.

Mas, aí aconteceu o inusitado. Uma empresária se revoltou e reclamou com os vereadores. Tudo foi filmado e as imagens se espalharam na internet.

Resultado: no dia seguinte a Câmara tava cheia de gente para acompanhar a segunda votação e os salários acabaram diminuindo ao invés de subir, por conta de uma emenda apresentada na hora.

O salário do prefeito, que iria de R$ 14,7 mil para R$ 22 mil, será de R$ 12 mil. O salário do presidente da Câmara, que passaria de R$ 4 mil para R$ 8,5 mil, vai ser de R$ 970. E a remuneração dos vereadores, que subiria de R$ 3,7 mil para R$ 7,5 mil, também será de R$ 970.

Agora o projeto depende ainda de uma terceira votação e, caso aprovado, ainda precisa do chamego do próprio prefeito. Será que ele sanciona?

O prefeito responde

Neste sábado (16) estreia nas emissoras de rádio de Marechal Cândido Rondon um programa em que o prefeito da cidade, Moacir Froehlich, vai responder às perguntas da comunidade. Todo sábado, Moacir Froehlich estará, alternadamente, em uma das emissoras, às 10 horas, para responder a perguntas formuladas pelo povo.

As perguntas devem ser encaminhadas às emissoras no decorrer da semana. O prefeito garante que não haverá qualquer censura, desde que as perguntas  e críticas sejam voltadas à administração, por mais ásperas que sejam.

O programa poderá ser acompanhado todos os sábados, a partir das 10 horas, de forma alternada, ou seja, uma semana na Difusora, outra na Educadora. As apresentações estarão a cargo dos comunicadores Regis Guerreiro (Difusora) e Delcio Luiz Parada (Educadora).

Codecar

Praticamente todo o primeiro escalão do novo governo Moacir e Cottica está definido. O prefeito somente ainda não definiu pela indicação à presidência da Codecar.

Neste caso específico não se trata de nenhuma questão de ordem política. É pura e simplesmente uma indefinição técnica. A dúvida é o que fazer com a Codecar.

Responsável pelo recolhimento do lixo, pela pedreira municipal e pela estação rodoviária, a Codecar há muitos anos é responsável por um grande ônus para as administrações. Ela custa mais do que rende.

Por isso da indefinição. O prefeito ainda não tem claro qual é a melhor alternativa para a empresa, onde a prefeitura é a acionista majoritária.

Audiência

O prefeito de Marechal Cândido Rondon, Moacir Froehlich, está nesta terça-feira (19) em Curitiba, onde participa de audiência com o secretário de Estado da Segurança Pública do Paraná, Cid Vasques. A reunião, que foi agendada pelo deputado estadual Ademir Bier, visa tratar principalmente da construção de uma nova Delegacia de Polícia e da sede definitiva do Batalhão de Fronteira.

Prefeito empreendedor

O jovem Anderson Bento Maria, do PPS, conseguiu superar as adversidades de concorrer com alguém que busca a reeleição, e conseguiu vencer as eleições municipais em Maripá, somando 90 votos (2%) a mais que a atual prefeito Jacira Quirino Alves, do PMDB.

Parcela dessa conquista se deve ao apoio recebido do ex-prefeito Elizeu Spagnol, que abriu mão da sua candidatura para ser vice de Anderson. Mas, principalmente, a vitória ocorreu pelo espírito arrojado e empreendedor deste jovem de 34 anos.

Aos 20 anos ele já administrava uma empresa. Hoje, é responsável por cinco. Foi presidente da Associação Comercial e agora será prefeito. É arrojado e determinado na busca dos seus objetivos. Há quatro anos já tinha projetado querer ser prefeito, quando candidatou-se pela primeira vez e não obteve êxito. Agora, o seu sonho se concretiza.

Prefeito jovem

Com apenas 32 anos, Paulo Feyh (PT), de Quatro Pontes, é um dos prefeitos eleitos mais jovens do Paraná. Ele conseguiu romper um ciclo de 5 administrações do mesmo grupo político, elegendo-se com 1625 votos, contra 1455 do ex-prefeito Silvestre Kuhn.

O que foi surpresa para muitos, não surpreendeu ao próprio. Paulo diz que a comunidade estava carente por uma mudança e a pedido do grupo, ele decidiu abandonar uma candidatura a vereador para ser o candidato a prefeito. O sucesso na primeira experiência política confere a Paulo também o grande compromisso de fazer uma administração responsável. Ele mesmo afirma que sua gestão será mais técnica e menos política.

Confira abaixo a conversa que tive com ele e que está sendo publicada hoje no AquiAgora.net.

Nunca antes na história desta cidade

Em nenhum momento anterior na história de Marechal Cândido Rondon houve tantos candidatos a prefeito como neste ano. São 6 que registraram suas candidaturas junto à Justiça Eleitoral: Danilo Johann (PRB), Ítalo Fumagali (PSC), Maicon Palagano (PSOL),  Moacir Froehlich (PMDB), Vítor Giacobbo (PTB), e Wilson Moraes (PPS).

Na maioria dos pleitos anteriores, o máximo de candidatos que chegou ao final do pleito foi de três. Isso aconteceu nas seguintes eleições:

  • 2008, com Dieter Seyboth (PPS), Maicon Palagano (PSOL) e Moacir Froehlich (PMDB);
  • 2004, com Dieter Seyboth (PPS), Edson Wasem (PFL) e Luiz Carlos Lirio – Grillo (PT)
  • 1992, com Ademir Bier (PMDB), Elias Severiano de Carvalho – Qüem-Qüem (PSB) e Verno Scherer (PFL);
  • 1988 com Ademir Bier (PMDB), Dieter Seyboth (PFL) e Alberto Feiden (PT);
  • 1985 com  Eldor Egon Lamb (PFL), Ilmar Priesnitz (PMDB) e Noroaldo Boska (PDS).

Em quatro outros pleitos foram apenas dois os candidatos que polarizaram a disputa a prefeito. Isso aconteceu nos seguintes pleitos:

  • 2000, com Edson Wasem (PFL) e Luiz Carlos Lirio – Grillo (PDT);
  • 1996 com Aríston Limberger (PMDB) e Edson Wasem (PFL);
  • 1965, com Werner Wanderer (PTB) e Waldi Winter (PSD);
  • 1961, entre Arlindo Alberto Lamb (PTB) e Frederico Goebel (UDN). Esta foi a primeira eleição municipal realizada.

Nas eleições de 1969, 1972, 1976 e 1982 o prefeito foi nomeado em função da Lei n 5.449, de 4 de junho de 1968, que definia Marechal Cândido Rondon como área de segurança nacional, em função da fronteira com o Paraguai.

Quantos candidatos?

Quantos candidatos a prefeito teremos na próxima eleição em Marechal Cândido Rondon?

Se o pleito fosse hoje, com absoluta certeza teríamos pelo menos seis. Supreso? Então veja a seguinte análise.

O PMDB, que está atualmente no comando da administração municipal, certamente terá candidato e, provavelmente seja o atual prefeito, Moacir Froehlich. Na oposição, tudo indica que vários serão os nomes. O PSC deve indicar o vereador Ítalo Fumagali. O PTB promete ir de Vítor Giacobbo, com o apoio do DEM. O PPS está preparando Wilson Moares. O PSOL deve ter o seu candidato. E, do jeito que as coisas andam, o PSD também terá candidato, mesmo que seja sozinho.

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