O país dos caminhões

ferroriasHoje novamente me desloquei de Marechal Rondon a Cascavel para trabalhar. Assim como das outras vezes, principalmente entre Rondon e Toledo, disputei espaço entre dezenas de caminhões e carretas, que sobrecarregam a rodovia.

Como seria bom se tivéssemos ferrovias para desafogar nossas estradas. Afinal, qual estrada suporta esse tráfego pesado? Quanto lixo de pneus é produzido por ano? Quanto combustível é queimado desnecessariamente? Quantas vidas são ceifadas pelo trânsito intenso? Quantos recursos desperdiçados por falta de planejamento?

Como seria prático e econômico para o país se tivéssemos linhas ferroviárias para fazer esse transporte a longa distância, deixando para os caminhões os trechos curtos.

Porém, o que a gente vê é que a maioria dos poucos trens que temos ainda são do tempo do velho-oeste americano, de bitola estreita, possíveis de serem alcançados até a cavalo.

Transporte urbano

É complicada a questão do transporte coletivo urbano de Marechal Cândido Rondon. Três empresas já chegaram à conclusão de que o serviço é inviável. A que está fazendo o serviço atualmente apresentou um balanço, mostrando que tem um prejuízo mensal de aproximadamente R$ 5 mil por ônibus. Isso ocorre porque 55% dos passageiros que transporta não paga passagem. São idosos e, por isso, tem gratuidade garantida por lei.

Na audiência pública realizada nesta quinta-feira (10), a prefeitura foi autorizada a subsidiar uma empresa a realizar o transporte até o final do ano. Até lá um estudo mais detalhado será feito, inclusive com o apoio da Acimacar, para tentar encontrar uma forma de viabilizar o serviço sem prejuízo aos usuários e sem onerar os cofres públicos.