Um homem qualquer

A morte de Oscar Niemeyer revelou um fato até então desconhecido da sociedade brasileira. Enquanto seguidamente observamos pessoas buscando homenagens e reconhecimentos pífios, até mesmo pagando altos preços por isso, Niemeyer dispensou uma festa em sua homenagem pelos seus 80 anos, em 1987. A história foi revelada agora, através de uma carta, enviada por Niemeyer ao amigo pessoal José Aparecido de Oliveira, então governador do Distrito Federal.

Na carta, entre outras coisas, o arquiteto diz que levou sua vida como outra pessoa qualquer: “Na verdade, meu amigo, passei pela vida como outro homem qualquer. Nada de excepcional. Os mesmos problemas de trabalho e subsistência, de sonhos, tristezas e fantasias”. No final, ele pede: “Meu desejo hoje é passar meu aniversário em completo anonimato. Data que, a meu ver, não deve entusiasmar ninguém.”