As mídias sociais e a próxima eleição

social-media-objetivosEm 2016 novamente teremos eleições municipais. Aquela eleição que é pertinho da gente, quando conhecemos pessoalmente vários dos candidatos.

Tenho certeza que será uma campanha muito diferente de todas que vimos até agora. Será a primeira em que as mídias sociais realmente terão uma forte influência sobre o eleitor. E me arrisco a afirmar, muito mais forte que as mídias tradicionais.

Na última eleição municipal, em 2012, já houve a utilização de algumas redes sociais, como o Facebook, YouTube e o Twitter. Antes disso teve quem arriscou um pouco no já extinto Orkut. Mas, a interferência destas ferramentas na divulgação da campanha ainda era precária.

Mas, em 2016 será diferente. Elas vão interferir de forma veemente nas eleições. E isso não vai acontecer necessariamente no Facebook.

A proliferação dos smartphones e o crescimento e busca pelos aplicativos e serviços de mensagem instantânea, como o Whatsapp, o Snapchat, e o Telegram, vão fazer esta diferença. As verdades e as inverdades vão se espalhar de forma viral que será muito difícil o controle e a reação.

Mas, será que candidatos e equipes de campanha estão preparados para enfrentar isto? Enfrentar o desafio das mídias sociais?

É ilusão pensar que ter um perfil em uma rede social é uma ação de marketing digital. É preciso entender como funciona a dinâmica da comunidade e a linguagem específica de cada um destes canais antes de promover qualquer ação.

Também é errado imaginar que marketing eleitoral nas mídias sociais é simplesmente jogar para o formato digital peças criadas para o marketing convencional. Com certeza, este não é o caminho.

O marketing político digital na próxima campanha vai exigir participação ativa do próprio candidato e de toda sua equipe, mesmo aqueles que relutam em aceitar as mídias sociais como uma poderosíssima ferramenta de divulgação. Vai exigir também uma equipe técnica com conhecimento sobre a linguagem de cada um destes canais e o seu funcionamento.

Quem souber desenvolver uma ação de marketing digital de forma planejada e bem sincronizada com as demais ações de campanha, poderá trilhar o caminho do sucesso nas urnas.

Campanha tímida nas redes sociais

O que era pra ser o grande diferencial para as eleições deste ano, as redes sociais até que estão sendo pouco utilizadas em Marechal Cândido Rondon e microrregião. É claro que, tanto para os candidatos, como para a própria Justiça, o ambiente virtual é uma novidade e, pela primeira vez, acompanhado de perto pelos eleitores.

A minha expectativa era de que as redes fossem mais utilizadas, especialmente neste período que antecede a propaganda eleitoral gratuita no rádio. Mas, das duas uma… ou os candidatos e partidos não se prepararam para utilizar estas ferramentas de forma inteligente ou o povo não quer mesmo saber nada de política. Continue lendo…

Campanha pelo segundo turno

Em Cascavel está a todo o vapor a campanha 1+1=200, que objetiva sensibilizar especialmente os jovens a fazer o título de eleitor visando possibilitar a condição de ter segundo turno nas eleições. Para se juntar às 60 cidades brasileiras que têm esta condição, Cascavel vai precisar ter 200 mil eleitores.

Segundo os organizadores da campanha de filiação, restam pouco mais de 1.500 novos eleitores para alcançar o objetivo.

Um alerta aos desavisados

Com a popularização da internet e a aproximação do período eleitoral, as redes sociais, como o Twitter e o Facebook, serão instrumentos muito utilizados e importantes no marketing político deste ano. Mas, o presidente do TSE, Tribunal Superior Eleitoral,, Ricardo Lewandowski, fez uma recomendação interessante no final do ano passado.
Segundo ele, quem quer se candidatar a prefeito ou vereador em 2012 precisa ter muita cautela no uso de redes sociais como Twitter e Facebook, especialmente no período que antecede a época da campanha eleitoral.
Conforme o presidente do TSE, quem anunciar que é candidato antes do período permitido (na 1ª semana de julho) pode ter negado o registro de candidatura.

Qual será o mote da próxima campanha?

As eleições municipais em Marechal Cândido Rondon sempre tiveram um mote de campanha. Ou seja, sempre houve um tema em evidência, no qual se pautava a principal linha de propostas dos candidatos. Já tivemos as estradas rurais como mote, a educação, a industrialização e geração de empregos, a rede de esgotos e tantos outros temas, ao longo dos anos. Na última eleição foi a saúde, ou mais especificamente, o tal do hospital municipal, que até hoje persiste apenas no discurso.

Alguns desses motes até que foram contemplados. A industrialização, por exemplo, foi um deles. Outros, se arrastam como promessas não realizadas ao longo dos anos, como a rede de esgoto, que acontece lentamente há cerca de 20 anos. Continue lendo…