Sangue novo

O prefeito Moacir Froehlich foi buscar um nome novo para assumir a Secretaria Municipal de Agricultura, no lugar de Hilário Gauer, falecido em janeiro. O jovem Ronaldo Pohl assumiu nesta segunda-feira (02), indicado pelo PSD.

Muito além de oxigenar o governo, a indicação de Ronaldo significa uma nova tacada política do prefeito, reforçando ainda mais o grupo situacionista. A soma do PSD, que reúne lideranças importantes como da ex-presidente da Acimacar, Ana Carolina Seyboth, e do atual presidente da Caciopar, Sérgio Marcucci, foi selada como o entendimento dos deputados estadual Ademir Bier (PMDB) e federal Evandro Roman (PSD).

A ida do PSD para o grupo de situação nitidamente enfraquece ainda mais a já fragilizada oposição.

É claro que a ocupação da secretaria, que até então era do PMDB, causou também algum desconforto dentro do grupo situacionista. Mas, habilidade política não falta para que esses problemas internos sejam contornados e superados.

 

Novo ministro da Fazenda

Três são os nomes mais cotados para ser o próximo ministro da Fazenda. O ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles; o ex-secretário-executivo da Fazenda, Nelson Barbosa; e o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco.

Independente de quem seja, a presidente Dilma Rousseff já adiantou que só vai anunciar o novo ministro da Fazenda após a sua participação na reunião do G20, marcada para acontecer na Austrália, nos dias 15 e 16 de novembro.

“Recall” da frustração nacional

FHCO senador José Agripino, presidente do DEM, disse que Aécio Neves tem o “recall” da frustração nacional. Afirmou que a liderança que conquistou na campanha presidencial é intransferível pelas adversidades que enfrentou e mesmo assim quase ganhou as eleições.

A aposta em Aécio para a eleição de 2018 também ficou clara no artigo assinado por Fernando Henrique Cardoso, publicado pelo O Globo no último domingo (02). FHC disse que Aécio foi firme na defesa de seus pontos de vista, sem perder a compostura, se firmando como um “verdadeiro líder”.

As declarações feitas pelos principais líderes da oposição, em especial Fernando Henrique, devem afastar temporariamente qualquer outro oposicionista interessado em disputar a presidência em 2018.

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Arroz de festa

Posando como principal liderança do PSDB, resta saber se Aécio Neves vai resistir às provocações petistas no Senado e manter o equilíbrio para uma atuação tênue e vigorosa, sem se expor a embates cotidianos com senadores do PT.

Virar arroz de festa e ficar batendo boca com Gleisi Hoffmann ou Lindbergh Farias poderá banalizar o sentimento de mudança da sociedade. Se o PSDB for inteligente, vai colocar outros integrantes da tropa de oposição para os embates diários, como José Serra, Álvaro Dias eTasso Jerissati, preservando Aécio de qualquer desgaste político neste momento.

Oposição sem trégua

aecio-nevesPouco mais de uma semana depois do segundo turno, Aécio Neves desembarca nesta terça-feira (04), em Brasília, prometendo iniciar uma oposição sem trégua ao governo de Dilma Rousseff. Para os tucanos, os 48,4% dos eleitores que apoiaram a oposição este ano querem mudança, cobram oposição ferrenha e rejeitam diálogo com o governo do PT.

Os votos de Minas

607px-Minas_Gerais_in_Brazil.svgFazendo mais uma análise a respeito do que se comenta nas redes sociais e que não é verdade sobre a eleição presidencial. Hoje vamos analisar os votos de Minas Gerais no 2º turno.

Muitos comentaram que se Aécio Neves (PSDB) tivesse ganho em Minas, o seu Estado natal, seria o Presidente. Não passa de mito.

Mesmo se ganhasse em Minas, Aécio Neves ainda teria dificuldade em se eleger. Dilma Rousseff (PT) teve 52,4% no Estado e o adversário, 47,6%. Se o tucano tivesse invertido esse resultado e ganhado os 550.601 votos que a rival ganhou a mais em Minas, ainda faltariam 2,3 milhões de eleitores no resto do Brasil.

Só uma vitória distante em Minas, de 63% a 37%, daria a Aécio os votos necessários para ganhar de Dilma. Com esse resultado ele chegaria a 52.771.137 de votos em todo o Brasil, um a mais que Dilma.

Não foi só o Nordeste

644365_596228210483028_131056686947910797_nUm dos grandes mitos da eleição presidencial que passou é de que o Nordeste reelegeu Dilma Rousseff. Aliás, isto foi motivo de muita manifestação preconceituosa de gente mal intencionada ou mal informada, principalmente nas redes sociais.

É evidente que o Nordeste contribuiu muito para a reeleição. Mas, a presidente obteve um apoio que podemos chamar de razoável em todas as cinco grandes regiões brasileiras. O menor percentual de votos válidos foi no Sul e, mesmo assim, Dilma recebeu por aqui 41% dos votos.

Então, quando se olha aquele mapa eleitoral dos Estados pintado com a cor de quem teve o maior percentual em cada lugar, dá a impressão de que, por exemplo, todo o Nordeste teria ido com a Dilma e que todo o Sul com o Aécio, criando a falsa impressão que foi o Nordeste que elegeu Dilma.

Por isso, talvez o mapa acima seja um retrato mais fiel de onde partiram os votos de Dilma e Aécio, sem divisões regionais.

Puro mito

Dado interessante publicado pelo Estadão hoje, numa análise sobre os números e os mitos da última eleição. Ao contrário do que muitos imaginam, que a abstenção de 21% é fruto de apatia política, não é isto que revela a análise do jornal.

Historicamente a abstenção no país gira em torno de 20% e não varia muito de eleição para eleição. Segundo o levantamento feio pelo jornal,  a ausência nas urnas tem mais a ver com a falta de atualização de dados na Justiça Eleitoral. Prova disso é de que em municípios onde houve o recadastramento eleitoral, na sua maioria, a abstenção ficou abaixo dos 10%.

O recadastramento, entre outras coisas, remove da lista do TSE eleitores que já morreram, e que, naturalmente, não podem aparecer para votar.