Humor na crise

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A crise é séria, mas não podemos perder o bom humor… abaixo algumas das frases criativas que viraram memes nas redes sociais hoje, depois da divulgação da carta do vice-presidente Michel Temer revelando descontentamento com a presidente Dilma:
Mulher de Temer se revolta: “Ele nunca escreveu uma carta longa pra mim”
Exclusivo: veja a carta que Temer escreveu para Papai Noel
Torcida do Vasco apoia Michel Temer: “sabemos o que é ser vice e se sentir rebaixado”
Depois de carta a Dilma, vice-presidente passará a se chamar Mimimichel Temer
Enfeite sua árvore de natal com Vice Decorativo.
“Dilma, miga, pare! Temer”
“A Sra. comeu pastel, churrasco e nem me convidou”
“A Sra. nunca me chamou para conversar com o Chico Buarque”
“A Sra. vai a praia e nem sequer manda um zap convidando.

Imigrantes… ontem e hoje

ImigrantesÉ entristecedor ver nas redes sociais manifestações de pessoas contra o fato do governo brasileiro colocar cerca de 400 imigrantes da Síria no programa Bolsa Família. Manifestações de gente ligada a comunidades religiosas, a entidades filantrópicas, pessoas que se consideram de “bom coração” e que acabam colocando a política à frente do sofrimento semelhante ao qual passaram seus próprios antepassados.

Importante enfatizar que discriminar pessoas não é e nunca foi um direito de quem quer que seja. E isso não se aplica apenas às mulheres, aos negros, aos homossexuais… Isso se aplica também aos estrangeiros, principalmente aos refugiados de regimes de opressão. Alguém que discrimina pessoas por status social, religião, cor da pele, opção sexual, opção política ou qualquer outra manifestação, pra mim é intolerante e estúpido.

Voltemos aos imigrantes.

O que mais assusta no discurso daqueles que discriminam os imigrantes e se manifestam contra a concessão de benefícios a estes é a desconexão com o seu próprio passado recente, ou melhor, dos seus pais, avós, bisavós, tataravós ou talvez um pouco mais longe.

São portugueses, alemães, italianos, russos, japoneses, poloneses, libaneses, entre tantos outros que conseguiram abrigo nesta terra, escapando das guerras e da fome na Europa e na Ásia. E foram bem acolhidos pelo governo imperial ou republicado, que lhes garantiu o asilo e até terra e bens para reiniciar a vida no Brasil. Muito, mas muito além de uma simples Bolsa Família.

É uma desconexão muito grande para com as migrações de haitianos, africanos, asiáticos e agora especificamente dos sírios. Algo que impressiona não apenas pelo desconhecimento histórico, mas pela simples falta de reflexão, espírito humanitário e de coerência, principalmente para quem prega os preceitos cristãos.

Esse povo não sai do seu país simplesmente por que quer, para se aventurar no Brasil ou em qualquer outra terra. Assim como aconteceu com nossos antepassados recentes, eles fogem da guerra, da fome, buscam uma ponta de esperança para criar seus filhos num lugar mais tranquilo.

Os alemães, italianos, polonenses, japoneses que vieram para o Brasil, alguns há menos de 100 anos, fugiram dos seus países por razões bem semelhantes aos haitianos e sírios de agora. E eles também sofreram discriminação em função de suas culturas e formas de viver, que eram diferentes. Eu mesmo, descendente de quinta geração de imigrantes alemães, falei “erado” por muito tempo e ainda hoje sofro na língua e nos hábitos a influência da cultura trazida pelos meus antepassados, que vieram para o Brasil há quase 200 anos.

Mas, isso foi num período rudimentar, de pouca informação. Hoje, na era das redes sociais e da comunicação instantânea, as pessoas estão, ou deveriam estar, mais aculturadas e ter pouco mais de bom senso.

As migrações sempre fizeram parte da humanidade. Não há nada de novo nisso. Graças aos meios de transporte que temos hoje, isso acontece agora de forma muito mais dinâmica. Por isso não podemos nos surpreender com esse movimento migratório.

E, voltando novamente à questão da Bolsa Família, é bom lembrar que a legislação brasileira prevê a igualdade de direitos, incluindo os imigrantes. Isto está na Constituição e até nas políticas públicas em curso em muitos municípios, sem contar o que falam os Tratados Internacionais sobre a igualdade de direitos entre todos os seres humanos.

As mídias sociais e a próxima eleição

social-media-objetivosEm 2016 novamente teremos eleições municipais. Aquela eleição que é pertinho da gente, quando conhecemos pessoalmente vários dos candidatos.

Tenho certeza que será uma campanha muito diferente de todas que vimos até agora. Será a primeira em que as mídias sociais realmente terão uma forte influência sobre o eleitor. E me arrisco a afirmar, muito mais forte que as mídias tradicionais.

Na última eleição municipal, em 2012, já houve a utilização de algumas redes sociais, como o Facebook, YouTube e o Twitter. Antes disso teve quem arriscou um pouco no já extinto Orkut. Mas, a interferência destas ferramentas na divulgação da campanha ainda era precária.

Mas, em 2016 será diferente. Elas vão interferir de forma veemente nas eleições. E isso não vai acontecer necessariamente no Facebook.

A proliferação dos smartphones e o crescimento e busca pelos aplicativos e serviços de mensagem instantânea, como o Whatsapp, o Snapchat, e o Telegram, vão fazer esta diferença. As verdades e as inverdades vão se espalhar de forma viral que será muito difícil o controle e a reação.

Mas, será que candidatos e equipes de campanha estão preparados para enfrentar isto? Enfrentar o desafio das mídias sociais?

É ilusão pensar que ter um perfil em uma rede social é uma ação de marketing digital. É preciso entender como funciona a dinâmica da comunidade e a linguagem específica de cada um destes canais antes de promover qualquer ação.

Também é errado imaginar que marketing eleitoral nas mídias sociais é simplesmente jogar para o formato digital peças criadas para o marketing convencional. Com certeza, este não é o caminho.

O marketing político digital na próxima campanha vai exigir participação ativa do próprio candidato e de toda sua equipe, mesmo aqueles que relutam em aceitar as mídias sociais como uma poderosíssima ferramenta de divulgação. Vai exigir também uma equipe técnica com conhecimento sobre a linguagem de cada um destes canais e o seu funcionamento.

Quem souber desenvolver uma ação de marketing digital de forma planejada e bem sincronizada com as demais ações de campanha, poderá trilhar o caminho do sucesso nas urnas.

O país dos caminhões

ferroriasHoje novamente me desloquei de Marechal Rondon a Cascavel para trabalhar. Assim como das outras vezes, principalmente entre Rondon e Toledo, disputei espaço entre dezenas de caminhões e carretas, que sobrecarregam a rodovia.

Como seria bom se tivéssemos ferrovias para desafogar nossas estradas. Afinal, qual estrada suporta esse tráfego pesado? Quanto lixo de pneus é produzido por ano? Quanto combustível é queimado desnecessariamente? Quantas vidas são ceifadas pelo trânsito intenso? Quantos recursos desperdiçados por falta de planejamento?

Como seria prático e econômico para o país se tivéssemos linhas ferroviárias para fazer esse transporte a longa distância, deixando para os caminhões os trechos curtos.

Porém, o que a gente vê é que a maioria dos poucos trens que temos ainda são do tempo do velho-oeste americano, de bitola estreita, possíveis de serem alcançados até a cavalo.

Descriminalização das drogas

É estranho pra entender essa ideia de se descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal. Pensa comigo. Para portar a droga, é preciso comprar ou cultivar. Mas, é proibido vender e cultivar. Se ninguém pode vender ou plantar, como que será permitido portar?

Quando risos viram lágrimas

willmutt2Sabe aquela dentadura que o Willmutt carregava junto ao seu traje? Sabe o que ela significava? O sorriso? Não, era a gargalhada em pessoa.

Sim. A senhora Gargalhada. Foi o que eu mais vi em 6 anos viajando com o Willmutt Tas Tores Tos Praceres por incontáveis cidades.

Risos espontâneos, gargalhadas lindas. Pessoas colocando pra fora aquele estresse chato e agoniante do dia-a-dia. De vez em quando tinha algum sujeito sisudo que não mexia um músculo da face, mas que depois do show vinha pedir o cartão pra contratar, porque gostara demais.

Como era gratificante aquilo. E ele, sou uma das testemunhas, se realizava muito no palco. Ria junto com o público. As vezes se perdia no texto. Retomava. Fazia do erro outra piada.

E nos bastidores? Quanto fiasco. Quanta gracinha. As vezes por causa do excesso de sanduíches no camarim. Outras porque não tinha nada pra comer e a gente morrendo de fome.

Tinha lugar que colocavam litros de uísque, energético, cerveja, vodka, toalhinha branca. Mal sabiam que o Cleiton não bebia nem vinagre antes do show. Precisava estar sóbrio, lúcido, ligado, atento, observando.

Tudo isso e as longas viagens criavam situações para piadas bem particulares. Algo que alguns amigos, alguns peludos, puderam acompanhar e hoje devem estar se lembrando, assim como eu.

Mas, há pouco, selecionando alguns vídeos e fotos dele, descobri a fórmula de transformar risos em lágrimas.

Bixo buro bocó. A Linha Paxada chora a sua partida e creio que lamenta o valor que não lhe deu em vida.

Willmutt

willmuttUm ser que nasceu com um talento que é para poucos: fazer a alegria dos outros. Por quase seis anos acompanhei esta figura em quase 100% de suas andanças. Quase. E quantas vezes falamos sobre o trânsito e seus perigos.

Polêmico, teimoso, reclamão, chato, mas acima de tudo engraçado, muito engraçado. E honesto, sinceramente, um cara honesto e autêntico como poucos! Esse era o Cleiton Geovani Kurtz.

Não é preciso falar do Willmutt. Este todos conhecem.

Conhecido e reconhecido como uma das maiores expressões do humor do Sul do Brasil, fez enorme sucesso nos palcos, especialmente de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Mas andou por outros palcos, no Paraná, no Mato Grosso do Sul, no Mato Grosso, em Goiás, no DF, na Bahia, no Piauí, em São Paulo e até no Paraguai.

O espetáculo não vai continuar. Mas, a minha parte do texto eu vou guardar. Aqueles 10 minutinhos do prólogo do Showzasso to Willmutt ficarão eternizados na minha memória e do Peludo Piá Do Vizinho.

Vá com Deus, amigo. E abrigado pela oportunidade.

Pior que o Collor

dilmaÉ… a coisa não tá fácil pra ninguém. Até pra Dilma piorou.

Pesquisa do Datafolha indica que a Presidente está com 71% de reprovação, índice que supera a situação de Collor no auge de sua crise, em 1992. Naquele ano, às vésperas do processo de impeachment, Collor alcançou a marca de 68% de reprovação.

O levantamento das informações foi feito essa semana. Na pesquisa anterior a reprovação de Dilma era de 65%.