Dono de um pequeno jornal que circula quinzenalmente em Novo Progresso, município de 27 mil habitantes às margens da BR-163, no Pará, o jornalista Adécio Piran, de 56 anos, foi quem denunciou que produtores rurais locais haviam organizado o Dia do Fogo.

O jornalista, que hoje sofre ameaças de morte e difamações em panfletos distribuídos nas ruas com sua imagem, nasceu aqui no Oeste do Paraná, na cidade de Medianeira. Há cerca de 30 anos que ele mudou para o Pará e há 22 anos abrir seu próprio jornal em Novo Progresso, um dos municípios recordistas em queimadas e que tem um passado histórico de conflito entre índios, garimpeiros, madeireiros e produtores rurais.

A sua vida na cidade mudou depois que ele publicou uma matéria anunciando a movimentação que estava ocorrendo para o “Dia do Fogo”, quando Novo Progresso registrou um aumento de 300% no número de incêndios, na comparação com o dia anterior. Essa divulgação ganhou proporções nacionais e internacionais.

No último domingo (1), a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) enviou uma carta ao governador do Pará, Helder Barbalho, pedindo proteção ao jornalista. Na segunda-feira (2) retomou a rotina de trabalho, mas acompanhado de escolta da Polícia Militar.

Com informações da Folha de S.Paulo

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