Avalanche

Uma verdadeira avalanche, que começou lá em Brasília e irrompeu para todos os cantos do Brasil a partir da divulgação da lista de políticos que devem ser investigados pela operação Lava Jato por determinação do STF. E não foi gente de um ou de outro partido governista. São 22 deputados federais, 12 senadores, 12 ex-deputados e uma ex-governadora, de cinco partidos diferentes.

Eu digo avalanche, porque o que foi divulgado em Brasília ontem, certamente terá reflexos por toda a parte, inclusive na nossa região, até por que há nomes de políticos arrolados que sempre tiveram votos por aqui, como é o caso do deputado Sperafico e da senadora Gleise.

Mas, é preciso deixar bem claro que ninguém foi condenado e que a divulgação da lista de ontem é apenas o início de um longo e desgastante processo de investigação.O STF apenas autorizou investigar as pessoas relacionadas. Depois, aqueles cujas investigações comprovarem envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras serão então denunciados e depois disso viram réus no processo e serão julgados.

Sangue novo

O prefeito Moacir Froehlich foi buscar um nome novo para assumir a Secretaria Municipal de Agricultura, no lugar de Hilário Gauer, falecido em janeiro. O jovem Ronaldo Pohl assumiu nesta segunda-feira (02), indicado pelo PSD.

Muito além de oxigenar o governo, a indicação de Ronaldo significa uma nova tacada política do prefeito, reforçando ainda mais o grupo situacionista. A soma do PSD, que reúne lideranças importantes como da ex-presidente da Acimacar, Ana Carolina Seyboth, e do atual presidente da Caciopar, Sérgio Marcucci, foi selada como o entendimento dos deputados estadual Ademir Bier (PMDB) e federal Evandro Roman (PSD).

A ida do PSD para o grupo de situação nitidamente enfraquece ainda mais a já fragilizada oposição.

É claro que a ocupação da secretaria, que até então era do PMDB, causou também algum desconforto dentro do grupo situacionista. Mas, habilidade política não falta para que esses problemas internos sejam contornados e superados.